Conhece os irmãos brasileiros Fernando e Humberto Campana? Eles são designers e artistas plásticos reconhecidos internacionalmente pelas suas criações e são os únicos que possuem peças expostas no MoMA, museu de Nova Iorque. Bom, se você nunca viu nada deles, provavelmente já viu isso:

Sim, a Melissa toda entrelaçada é criação dos caras! As sandálias fizeram o maior sucesso entre as garotas e, agora, os caras foram convidados para fazer uma nova criação: uma camiseta da Lacoste!

A camiseta será assim: só de crocodilos, o símbolo da marca. Você leu bem, é só de crocodilos juntinhos, sem nenhuma malha por baixo. Será que vai ficar confortável? Quanto vai custar? Você usaria? Eu quero!

A idéia da grife francesa é fazer várias camisas com releituras das clássicas pólo da marca. Nomeado de “Holiday Collector’s Series“, o projeto conta com nomes como os Campana, Michael Stipe, do REM, Tom Dixon e Michael Young

A semana de moda de Paris já está rolando desde a semana passada e a cobertura completa (e a mais legal de todas) você pode ler lá no C’est  Hypercool, do Sylvain. Mas como esse é um blog que fala de roupas para homens, eu não posso deixar passar a peça que gerou polêmica no mundo inteiro:

É, Jean Paul Gaultier botou esse, erm, bustier (?) nos homens. Bom, nem sei o que dizer. Eu, de coração, espero que a moda não pegue. Seja lá o conceito que era para isso passar, não ficou legal. Foi mal, Gaultier.

E vamos ao post. Vamos aos polêmicos sapatênis. Sapatênis é aquela peça masculina oito ou oitenta: ou você ama, ou você odeia. Eu, no caso, fico com o oitenta. Por que? Porque eu não acredito na premissa dos sapatênis. Porque ele não é um sapato, nem um tênis. Porque, na maioria – e até hoje, em todas – das vezes, ele é feio, bege, tenta ser moderno mas não consegue. Aliás, se você vai caminhar, usa um tênis, se vai à um evento, reunião, ou qualquer coisa do tipo, use um sapato. Não existe um meio termo para essas coisas, sabe? É um ou outro. Ponto final.

Muitos homens afirmam que os sapatênis são as coisas mais confortáveis que existe – vide meu pai. Bom, todo conforto tem o seu preço, né? Eu ficaria com os mocassins, que são gostosos e, bem, andam mais na moda hoje do que há 10 anos. Mas se você gosta de sapatênis e não está nem aí, use à vontade. Cada um é cada um. Agora, se você tem força de vontade e tá a fim de mudar, aqui vão as dicas de sapatos que substituem facilmente os sapatênis (ew!).

Para situações formais, o melhor tipo de sapato que existe são os sociais de amarrar, chamados Oxford, pretos. Foscos ou brilhosos, eles sempre combinam com qualquer roupa que você usar. Você pode estar todo de social ou de jeans e camisa, o sapato combina. Aí você ainda pode escolher por um sapato todo liso ou com alguma textura diferente, depende do seu gosto. Ainda o existe o sapato todo fechado, no maior estilo mocassim de ser, que fica bem também. Hoje em dia, os mais pontudos estão bombando…

Para o dia a dia, se você gosta de um tênis, os clássicos Converses estão aí. Baratos, confortáveis, bonitos e descolados. É o único tênis que vai bem com qualquer roupa. Menos com calças de bocas muito largas. Ahhh, aí vem um problema danado. Sempre que vou usar uma calça de um tecido mole, com a boca larga, fico em dúvida no tênis que devo escolher. Sempre acabo recorrendo à um Adidas branco que tenho no armário, bem antigo, mas que dá uma segurada na barra da calça. Bom, o tênis varia de acordo com o estilo de cada um, né?

Tem gente que gosta de tênis mais baixo, tênis iate, tênis… Nike Shox! Ta aí outra coisa que não me convence. Recentemente, tive que comprar um por causa de um problema na coluna. Foram belos R$ 500,00 em um par de tênis que eu não queria. O resultado: a cada 15 dias, eu saio com eles por obrigação, do jeito mais largado que eu posso. Há quem goste (e muito) desses modelos. Eu, no entanto, acredito que eles ‘quebram’ qualquer estilo que a pessoa possa ter.

Por fim, recentemente, os meninos surgiram com a moda de andar de jeans e Havaianas. As sandálias de tiras de couro também apareceram por aí, nos pés de quem tem coragem. Eu não abomino, acho até que fica um tanto quanto ‘sexy’. Um look perfeito: jeans claro, Havaianas brancas e uma pólo preta. Fala a verdade, não fica demais? Se você gosta de usar calça (cuidado com a barra! calças grandes e chinelos não combinam) com sandálias ou afins, vá com fé.

E você, curte um sapatênis? Comente aí o seu ponto a favor deles, então!

E aí que um dos jogadores de futebol mais cobiçados de todos os tempos apareceu, há alguns dias, assim: com esse short branco, essa camisa azul bebê e esse boné cor de rosa. Bom, novidade não é, Cristiano já tem um histórico fashionista que dói os olhos. Vamos à retrospectiva?

Foto 1 – Ok, essa passa. A camiseta regata azul e o short vermelho dá a idéia de atleta, malhação, futebol e essas coisas. Sem problemas até então…

Foto 2 – Bom, é difícil achar alguma foto desse cara com uma camisa por aí, então a gente pode avaliar o short. Tá na moda? Tá tentando fazer pegar? Para a praia: short, bermuda ou sunga?

Foto 3
– Aê! Vestiu uma roupa. A camisa e a calça estão normais, nada demais. No entanto, eu não usaria um cinto com estampa de cobra e colocaria a camisetinha para dentro, não, viu?

Foto 4 – ACERTOU! Brasil, ele saiu normal na rua. A camisa para fora da calça dá um charme, embora eu não goste. Só muda esse cabelo. Bom, ninguém é perfeito, né?

Foto 5 - Quero um sweater vermelho já! Mas, como já disse, eu colocaria a camisa para dentro da calça.

Foto 6 - Em 2006, quando ele se vestia sem querer chamar atenção, o cabelo não tinha luzes e um corte legal. Por que a decadência, Cristiano?

Enfim… Depois de toda uma avaliação sobre o astro futebolístico, vamos ao que interessa: o short. Primeiro, caracterizando o short: é uma peça do vestuário que serve tanto para homens quanto para mulher, tem o nome inglês (short = curto) e, tchanam, as diferenças que você não sabia: short fica acima do joelho, tem elástico – ou cordão – na cintura e não tem bolsos. O resto, bom, o resto é resto. Short é assim e pronto. Como é de se esperar, o short, geralmente, é utilizado em modalidades esportivas. E por lá eles deveriam ficar…

Alguns estilistas estão inserindo a peça em suas coleções, mas eu acredito que essa moda não pega. Cristiano tem tentado fazer todo mundo usar, mas ele sempre cai no ridículo. Bom, se pegar, já fique com as dicas, né?

Short é para ser usado no verão, para refrescar. O modelo jamaican é o mais clássico, que vai até a altura do joelho. Os de Cristiano Ronaldo levam o nome de hot pants, que, bom, é para mostrar as pernas todas. O que eu recomendo? Jamaican, sempre, eles são normais, não gritam por atenção e, se usados combinandinho, dá até para criar um look legal. Porém, infelizmente, esse modelo pede um pouco mais de atenção de quem for usá-lo. Se você tiver as pernas muito longas, não arrisque. A impressão que você vai passar é, de, bem… Pernas MUITO longas. Ah, se a sua perna for muito fina, também não aposte em jamaicans não, prefira uma bermuda mesmo. Para os baixinhos, o jamaican mesmo. Shorts compridos, no seu caso, vai te deixar mais pequeno ainda.

O mais importante na hora de se usar um short: o pé. Meias altas NÃO! Sério, não deixe, de forma alguma, a meia aparecendo. Recomendo tênis sem meias, ou, se gostar, use uma soquete mesmo. Sandálias, chinelos e afins combinam, sempre. Daí tudo depende do look que você quer, né?

Mas me diz: você usaria o shortinho do Cristiano Ronaldo? Hein, hein, hein?

Casamentos, festas de 15 anos e várias outras ocasiões. Ser convidado para ir a uma festa dessas é sempre muito gostoso, porém, homem nunca sabe o que usar. Quer dizer, isso se você algum dia já pensou em sair do padrão ‘terno-blazer’, né? Mas antes de tudo, você precisa saber qual é a diferença entre cada um deles. Lá vai:

Um paletó faz parte de um terno e, por causa disso, vem com uma calça e até um colete no mesmo tecido, mesma cor e padronagem. Ou seja: é um conjuntinho. Um blazer já é uma coisa mais informal, que vem sozinho e não tem, por exemplo, uma calça idêntica e obrigatória de uso. Outro diferencial do blazer é a padronagem de corte, que não existe. Ele pode ser mais comprido, curtinho, e a modelagem dele pode ser mais justa do que a de um paletó (lembrando: blazer muito longo é igual à impressão de pernas muito curtas). Enfim, um blazer dá um espírito de ‘leveza’, de ‘não tão formal’.

Agora que você já sabe o que pedir na loja, vamos às dicas. Por incrível que pareça, a combinação camisa branca e terno preto nunca está fora de moda. E ela sempre pode ser renovada. Para começar, um terno é algo mais formal e, se você quiser, pode ser utilizado com uma gravata. O blazer é recomendável para ocasiões mais casuais, sem a necessidade de ir totalmente formal e combinandinho. Se quiser arriscar aqui, use o blazer e uma camisa branca em cima e um jeans embaixo. A combinação é arriscada, mas pode dar certo.

Exemplo de blazer com jeans. Repare no comprimento do blazer e na camisa por dentro da calça. Ah, o sapato dá um “quê” ao look, também.

O blazer pode ser usado com qualquer coisa que você quiser (claro, com um pouco de senso, né?). Eles, quanto mais desestruturados, melhor. Vestiu um paletó ou um blazer? Outra preocupação: os botões. Nunca – mas nunca mesmo – feche o último botão. Deixe-o sempre aberto. E, quando sentar, abra todos. Se você usar um paletó ou blazer de três botões, use a famosa regrinha do ‘às vezes, sempre e nunca’. Entendeu?

Agora, vem cá. Três botões é tãããão 200-sei-lá-o-quê! Se você for comprar uma roupa, prefira os paletós e blazers com uma abetura maior e com menos botões. Dois são ideais. Se quiser ousar demais, compre um com somente um botão. Aí, tudo o que você precisa fazer é vestir um cardigã bacana por baixo, uma gravata skinny e sair abalando. Se a sua roupa tiver dois botões, o de cima sempre é abotoado e o debaixo nunca é.

E a gravata? Skinny está na moda. Super na moda. Então prefira uma assim. Acho bonita e vintage. Gravata sempre tem que estar com o nó bonito e retinha, tá? Feche toda a camisa e bote o acessório lá. Dá um look bonito.

Como a ocasião sugerida aqui é social, você pode apostar um pouco nas cores. Aproveite o inverno e compre cardigãs coloridos para botar debaixo da roupa. O look perfeito? Um terno escuro (do tipo preto, com risca de giz), a silhueta justa, uma camisa branca, uma gravata skinny, a calça combinandinho e… O sapato. Já reparou como sapatos pretos de bico fino brilhantes estão na moda? Por que não ter um? Eu super tô querendo e não acho. Sapato o qual você pode utilizar com qualquer roupa que você tiver no armário. Ele vai bem com tudo.

Depois, na festa, provavelmente, você poderá deixar de lado o terno, alargar a gravata, tirar o cardigã… Bom, você vai saber quando parar. =P

E aí, alguma dúvida?

Os tais dos lenços palestinos já chegaram aos pescoços masculinos há um tempinho, já. Andando por aí, vira e mexe você vê um menino usando aquelas coisas no pescoço. Eu, particularmente, não gosto. Se for para colocar algo debaixo da cabeça, que seja um cachecol. E isso é tudo!

Aqui no Brasil, a tendência chegou mais ou menos no meio do ano passado, quando a Têca e a 2nd Floor botaram os lencinhos nas suas modeletes. Mas eis que a V.Rom gostou da ideia e empurrou para os garotos. Claro, deu certo. O homem hoje se adepta e cede à moda muito mais fácil do que antigamente. Agora, com a novela global “Caminho das Índias“, os lenços irão bombar ainda mais. Tanto para os homens, já que o personagem Bahuan, interpretado por Márcio Garcia, vive com uma dupatta pendurada, quanto para as mulheres, que, bom, o figurino todo é de lenços, né? Lembram de “O Clone“? A moda Jade pegou geral naquela época…

O lenço palestino, na verdade, é chamado de Keffieh ou Hata e já bomba na Europa há algumas estações. Eles surgiram no Oriente Médio como uma forma de identificação para saber quem era quem, como se fosse um símbolo, uma marca de tribos. Ali, o lenço também era muito útil para proteger as pessoas do sol, da areia e do frio.Por que “palestino”? Culpa de, sei lá, Yasser Arafat, que sempre aparecia nos jornais com o seu companheiro, tornando-o um símbolo do nacionalismo palestino. Olha só: lá fora, esses lenços não são usados por mulheres, mas somente por pessoas do sexo masculino. Aqui no Brasil, no entanto, qualquer um pode usar.

Pois bem, se você gosta do palestino, indiano, chinês ou brasileiro, use-o. Eu, quando vejo alguém com um na rua, logo reparo na roupa inteira que a pessoa está usando. Por mais modernos que estamos, ainda levamos certo susto ao ver um homem passeando por aí com muita informação na roupa. Quer usar um lenço? Sinta-se à vontade, mas tome cuidado com o resto do visual. Como já disse, cachecóis e lenços são acessórios que mudam completamente o look, mas chamam, também, toda a atenção do olhar da pessoa. Então, tente usar o tal lenço com uma roupa mais básica. Afinal, tudo fica ótimo com jeans e camiseta, certo?

Outro dia, na faculdade, um moço desfilava por lá vestindo – repara só – um tênis iate branco (limpíssimo, que ofuscava os olhos), uma calça capri apertada amarelo-gema, uma camiseta branca PP (ele deveria usar, sei lá, M) e um lenço palestino preto e branco. A cena toda foi bizarra. Por onde ele passava, todos riam. Claro, você deve se sentir à vontade com o que veste e só você deve se preocupar com isso. Mas acredito que um chá de semancol de vez em quando cai bem. Não adianta ousar da moda e acabar virando uma vítima, você tem que saber moderar as coisas, para não se lotar de cores e acabar passando mais informação do que deseja.

Quer usar um lenço e não sabe como amarrar? Achei um vídeo bem legal (em inglês, mas dá para entender só de assistir) de como vesti-lo. Assista aqui abaixo ou clique aqui. Outro vídeo legal (mas daí com exemplos femininos), você pode achar na Oficina de Estilo.

Ah, quer saber onde comprar? Pois bem. Na Zara de qualquer shopping (em SP) tem, você também pode achar esses lenços em lojas da rua Augusta. Alexandre Herchcovitch fez, ano passado, uma coleção cheia deles – e o desfile foi ótimo. Ah! Se quiser, procure no Google pelo termo “comprar Keffieh“. O Mercado Livre é cheio deles, por uns preços legais.

E basta procurar, né? Hoje você acha tudo em qualquer lugar. Mas diz aí: você usaria um?

Os escoceses amam, a Burberry nunca o deixará de lado e a gente também não. Faz, tipo assim, cinco coleções que o xadrez impera? Cíclica como é, a moda tira e traz o xadrez com tanta frequência que a estampa é sempre um bom investimento: você compra hoje, não usa amanhã e, no ano que vem, você vai estar mais na moda do que nunca. Seu avô que o diga! Quadrados grandes, pequenos, no inverno, no verão, colorido, preto e branco… Não tem mais regra, agora você pode usar e abusar da estampa que não vai ter nenhum engraçadinho perguntando se você está indo para uma festa junina (dã!).

A regra para o uso correto do xadrez é: muita estampa em um lugar, ausência total em outra. Se você vestir uma calça xadrez, não queira combiná-la com uma camisa do mesmo naipe. O ideal é utilizar peças coringas para fazer a combinação certa. O xadrez é fácil de ser explorado, basta você usá-lo com o item mais básico do seu guarda-roupas. Para quem não é básico e odeia a ideia de usar uma camiseta lisa branca, o xadrez permite sobreposições. Tem gente que falar que xadrez combina sim com xadrez. Eu acho que tal combinação gera o mesmo efeito de jeans+jeans. Ou seja, nada legal.

Hoje podemos ver nas vitrines calças, camisas, camisetas, blusas, casacos, tênis e o que mais for com a estampa. O único cuidado que deve se tomar com o xadrez é que ele tem um probleminha: listras, como todos sabem, podem engordar. Para você não ficar mais cheinho com uma peça destas, preste atenção no sentido das listras. Se a linha mais escura estiver na vertical, use-a sem problema. Linhas na vertical emagrecem. Se a linha escura estiver na horizontal, tome cuidado, o xadrez pode acabar te enganando.

Eu tenho somente um problema na hora de vestir algo xadrez: o tênis. Por ter no armário muitas calças do tipo, que geralmente possuem a boca larga, nenhum tênis fica bom. Acabo sempre recorrendo a um Adidas branco, já bem gasto, que tenho desde 2006. Alguém tem alguma dica de tênis para calças largas aí? =P

Lembrando também que, como Lilian Pacce me disse uma vez, existem vários tipos de xadrez. Apesar de ousado e na moda, nada adianta você escolher uma estampa amarela com azul. Quer ser excêntrico? Abuse com outra coisa. O xadrez é delicado, mas já chama a atenção por si próprio. Não é necessário abusar das cores, senão, bom… Para a festa junina irão te mandar. E com razão!

Taí outra peça que as mulheres roubaram da gente: o colete. Inventado no século XVIII, era uma peça refinada, confeccionada em tecidos nobres e ricamente bordada. Mais para frente, no século XX, ele se uniu ao paletó e à calça para formar o que hoje chamamos de terno. Para quê inventaram o colete? Você pode rir à vontade, mas sua função principal era guardar o relógio de bolso. Com a chegada dos relógios de pulso, o colete perdeu o seu lugar na vestimenta masculina, mas voltou à tona nos anos 1970 para incorporar o visual hippie. Foi exatamente aí que as mulheres o roubaram de nós.

Hoje, o colete se tornou um acessório indispensável para criar um look moderno, podendo ser usado com camisas, camisetas, shorts e qualquer tipo de calça.

O colete virou sinônimo de modernidade devido à facilidade na hora de vesti-lo e misturar estilos. Você pode usá-lo abotoado, para um look mais clássico (deixe sempre o último botão desabotoado e nunca permita que a camisa apareça antes da calça) ou aberto, para um visual mais despojado, jovial. Abuse das camisetas – de preferência, as com gola em V ou regatas – para que seu look mais cool possível. A boa pedida de um colete é que ele é usável tanto no verão, quanto no inverno. Não tema em combiná-lo com bermudas, o colete fica extremamente sexy se bem aplicado.

A frente da peça pode ser lisa ou estampada. Com a alta do xadrez, a estampa é sempre uma ótima pedida. Na parte de trás, a maioria vem em cetim. O legal do colete é que ele tem aquela faixa atrás que permite que você o ajuste de acordo com a sua necessidade e vontade. Ele pode ficar largão ou apertadinho, qualquer um dos jeitos combina perfeitamente.

Nos pés, tênis, sandálias, Crocs ou qualquer coisa que você tiver no armário. Se você quiser ousar ainda mais, pode botar um chapéu na cabeça e sair na rua sem vergonha alguma. Hoje, além dos clássicos botões, é possível encontrar alguns coletes com zíper. Estas versões geralmente vêm mais acolchoadas, que estão super em alta também.

Lembrando
: é preciso ter um bom senso para usar os coletes. Eles, infelizmente, não combinam com qualquer pessoa. Coletes pedem um corpo magro. Se você for um pouco mais cheinho, a peça acaba não combinando e criando um visual ‘exagerado’, deixando a proposta moderna…

27 Apr 2009

Saruel: você usaria?

Saruel, dhoti, ou drop-crotch. Não importa como você a chama, o produto é sempre o mesmo. Há um tempo, a Osklen, aqui no Brasil, deu um grande pontapé para a moda masculina levando modelos para a passarela usando uma calça saruel. Depois, V.Rom, Alexandre Herchcovitch, Cavalera, Reserva e outras grifes aderiram à peça, que é nada mais, nada menos, do que uma calça com o maior cavalo do mundo.

O modelo saruel é inspirado nas roupas religiosas da África, mais especificamente do Marrocos. O estilo básico de uma calça assim é o cavalo mais baixo, pernas mais justas e tecidos mais leves e moles, como moletons, viscose e afins. Mas é claro que a moda não ia parar por aí. Hoje encontramos shorts saruel, jeans saruel e até calças com cortes sociais seguindo o modelo.

Como usar? Confesso que quando eu ganhei a primeira (e única, até então) saruel fiquei assustado por não saber qual combinação fazer. Esse modelo pede, além de uma preocupação básica com a camisa, uma grande atenção com o que usar no pé. Depois de muito tentar, descobri que elas ficam ótimas com All Star ou iates (aqueles modelos fechados). Se tiver, uma sandália para dias mais quentes é uma ótima opção, também.

Em cima? Saruel combina com camisetas e camisas. Você só precisa saber fazer as cores baterem. Dica: tem gente que aconselha comprar a calça dois números maior do que o seu manequim normal. Do fundo do coração? Não faz isso não! A saruel já tem um modelo mais folgado devido ao cavalo. Se você comprar uma calça muito grande, além de a barra embolar, o cavalo vai chegar até o joelho. Fica feio, pô!

Por fim, saiba que a saruel, infelizmente, é aquele tipo de roupa que não serve em todo mundo, não. Se você é baixinho (ou se acha baixo, pelo menos), a calça dá mais sensação de encolhimento ainda. Devido ao cavalão, perde-se a noção do tamanho real das pernas. Portanto, se for o seu caso, recorra às skinnys. Rs.

Mas e você, usaria uma saruel?

* O clássico modelo dos vendedores da Osklen na foto 3. Se você achar e quiser me dar um, comente! Rs

E o Caio?

24 anos, formado em Jornalismo pela Universidade de São Caetano do Sul. Atualmente, trabalha no núcleo de Projetos Especiais da Editora Abril.

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